domingo, julho 20, 2014

Rubem Alves: Lembranças pouco agradáveis

Patrulhamento teológico, ou responsabilidade cristã?

Ensaio a propósito do falecimento do escritor Rubem Alves (1934-2014)
Rubem Alves (Foto: Instituto Rubem Alves)

“... exortando-vos a batalhardes diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”. Judas 1.3

Vivemos em meio a heresias e distorções do cristianismo histórico, e somos impelidos, pela própria Bíblia a, repetidamente, reafirmar os ensinamentos das Escrituras. É verdade que por vezes cansamos e chegamos a duvidar se vale a pena gastar tempo em tanta discussão. Alguns críticos, neste nosso blog, várias vezes aventaram se não estávamos forçando um pouco a barra em cima dos liberais. Deveríamos falar de outras coisas; de pontos mais positivos. 

É verdade que ninguém gosta muito de controvérsia. Apesar de umas poucas pessoas darem a impressão de serem alimentadas por dissonâncias de opiniões, a grande maioria, principalmente do Povo de Deus, procura a concórdia e a harmonia. Não nos sentimos bem discutindo questões a toda hora e isso é um reflexo de que Deus nos tem chamado “à paz” (1 Co 7.15). No entanto existe “paz” que pode ser enganosa, superficial e até mortal. Controvérsias doutrinárias, por mais desagradáveis que sejam, ocorrem no seio da igreja. Muitas vezes somos sugados a uma batalha que não nos alegra, nem representa o nosso desejo. Estas ocorrem na época e na providência divina, exatamente para nos testar, para que o nosso testemunho possa ser renovado, para que aqueles que introduzem falsos ensinamentos sejam revelados e identificados na igreja visível. A história já provou como a doutrina verdadeira é depurada, triunfa e é cristalizada e esclarecida às gerações futuras, no cadinho da controvérsia.

Como bem indica Judas 1.3 (acima), esta é uma luta não só de especialistas ou de algum "clero especializado, mas de todos nós. Temos que ter a consciência de que vivemos uma batalha na qual nossas mentes e corações são testados pelas mais diferentes correntes de pensamento. Ela é vencida quando brandimos a Espada do Espírito – a Palavra de Deus; quando nos empenhamos no estudo das Escrituras e enraizamos suas doutrinas nas nossas vidas, de tal forma que vamos ficando equipados a reconhecer o erro e seus propagadores. Sempre mantendo uma postura cristã no trato, devemos ter firmeza doutrinária sobre o que cremos, principalmente porque existem aqueles que não possuem o mínimo apreço pela Bíblia, mas sorrateiramente possuem seguidores em nossos arraiais.

Um grande exemplo claro disso foram os convites que eram feitos ao famoso educador, escritor e ex-pastor Rubem Alves para conferências e palestras em igrejas presbiterianas, nos no início deste século (>2000). Ele estava sendo convidado, apresentado e reverenciado em certos círculos presbiterianos e isso motivou até uma decisão do concílio maior da igreja - para que ele não tivesse a plataforma eclesiástica, contra a qual havia se pronunciado e se insurgido em tantas ocasiões. Agora, com o seu falecimento neste dia 19 de julho de 2014, ressurgem pronunciamentos enaltecendo não apenas as qualificações literárias do falecido, mas também a presença de um suposto espírito cristão elevado e uma mensagem essencialmente cristã em suas palavras e textos.

Ora, ninguém disputa as grandes qualificações acadêmicas e o enorme talento que o Sr. Rubem Alves possuiu. Ele encantou multidões, principalmente educadores, com suas palestras e livros de histórias. No entanto, como desconhecer que foi uma pessoa que abjurou publicamente da fé? Como ignorar que ele, tanto explicitamente como nas entrelinhas, propagou uma mensagem destrutiva contra os ensinamentos da Palavra de Deus? Se a situação de tietagem teológica equivocada estava se alastrando a um ponto em que o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, definiu explicitamente que ele não deveria ocupar púlpitos da denominação, será que com a sua morte haverá o esquecimento disso e caminhamos para uma quase "canonização" protestante? É claro que o seu nome é alvo da abordagem politicamente correta que, em ocasiões do falecimento, oblitera as falhas e exalta as virtudes, mas o problema é que essa visão enaltece pronunciamentos metafísicos do Rubem Alves, que são letais para a alma. Não podemos passar às gerações à frente a ideia de que tombou no campo de batalha um grande general, ou mesmo soldado, cristão, que foi injustiçado ou incompreendido em suas proposições.

Se você duvida da propriedade dessa análise (ou até da decisão conciliar da Igreja Presbiteriana), veja algumas frases que Rubem Alves proferiu, em 2004, em uma igreja presbiteriana do Rio de Janeiro que o havia convidado para uma cerimônia (pasmem!) de comemoração da Reforma do Século 16 – logo ele, que é contra tudo o que os reformadores ensinaram. Disse ele: “... Deus criou o homem e viu que era bom. Ser homem deve ser, na realidade, melhor do que ser Deus tanto que Deus se encarnou como homem. Somente um Deus cruel e sádico enviaria seu próprio filho para morrer daquela forma para pagar os pecados humanos. Essa ideia é construção do medievalismo. Acho que Deus quis ser homem porque ser homem deve ser melhor do que ser Deus”.

Acho que dá para entender por que não podemos deixar passar esse resgate de sua biografia em branco. Faz parte do "batalhar pela fé". Deus é todo-poderoso e não precisa de nós para cumprir seus propósitos. Na realidade, é o próprio Cristo que nos ensina que “as portas do inferno” não prevalecerão sobre a sua igreja. No entanto, é a sua Palavra que nos comissiona a vigiar e orar; a estarmos alerta porque Satanás está nos rodeando, almejando a nossa queda. Que Deus nos capacite e nos dê discernimento sobre a multidão de ensinamentos falsos que estão infiltrados no meio dos evangélicos pela ação dos falsos mestres. Rubem Alves pode ser lembrado como um grande escritor e exímio contador de estórias, mas nunca como um teólogo, ou como alguém que tinha uma mensagem verdadeira das coisas espirituais.

sábado, julho 19, 2014

A Consciência Messiânica de Jesus

Aos doze anos Jesus tinha plena consciência de que era o Filho de Deus, que havia sido enviado ao mundo para cumprir a vontade do Pai. Como esta consciência se desenvolveu durante sua infância e adolescência? Veja a exposição final da série em Lucas 1-2.

segunda-feira, julho 14, 2014

A Infância de Jesus

Quase nada sabemos sobre a infância de Jesus, até os 12 anos. Os Evangelhos apócrifos nos dão um quadro fantasioso sobre o menino Jesus. O que podemos saber, de fato, acerca de Jesus, do nascimento aos 12 anos, e que lições podemos tirar para nós do relato de Lucas? Veja a exposição de Lucas 2.39 a 40. (36 minutos).

quarta-feira, julho 09, 2014

Brasil, Alemanha, derrota, copa, política, eleições, alhos e bugalhos...

Vamos por partes:

1. Assisti, torci, chorei e sorri. Sim, ainda que os esportes sejam parte da vida social, futebol parte da cultura, um dos símbolos do Brasil, essa é a típica tragédia para rir de você mesmo, fazer piada, ter respeito pelos que jogaram e pronto. Derrotado, ri da própria tragédia. Não culpo ninguém gente, é futebol e 99,9999999% da população não depende do futebol para viver (ainda que alguns façam do futebol questão de vida e morte e até se matem). Como disse Felipão, esse sim, com uma tragédia pessoal, bem disse: a vida continua e, por alguns meses, ele ainda tem salário, muito bom! Se os salários são indecentemente altos e etc., é ainda outro caso. Ainda que o país tenha parado nos dias de jogo, não soube de uma grande massa de trabalhadores que não voltou ao trabalho no dia seguinte, pela vitória ou pela derrota. Depois do jogo, todo mundo voltou pro osso. O PIB vai continuar ruim, mas não pela incompetência da seleção.
2. Como brasileiro, não penso que deveria torcer contra o esporte brasileiro e a seleção. Nem por isto a copa e os jogos foram "ópio" e "pão e circo", pelo menos não acredito que seja para a grande maioria do povo. Tem gente sim, que bebe por qualquer coisa, que fica cega por qualquer coisa e que usa qualquer coisa como uma droga para fugir da realidade, difícil realidade que vive a maior parte do povo brasileiro. Mas, com copa ou sem copa, essas pessoas continuam o que sempre foram e servindo aos deuses a que se entregaram. A ilusão não está na copa e nos jogos ou no que os políticos talvez intentassem fazer com os resultados obtidos, mas no discurso arrogante, falsas promessas e corrupção desenfreada, que só cresce nesse país.  
3. Essa derrota pode influenciar nos resultado das eleições e a vitória iria garantir a vitória do atual governo? Não sou profeta e nem vidente, mas acredito que não. Ainda que o espírito do povo se mova com a vitória ou derrota, não vejo que o pais agora entre em estado de bagunça maior do que já vivia. Pode até ser que alguns políticos desonestos tenham parado para assistir aos jogos enquanto alguns oficiais da FIFA faziam a sua parte da corrupção. Que o governo e seus militantes tinham a intenção de usar a vitória como saldo político, não tenho dúvida, assim como a oposição deve fazer o oposto. Faz parte do "jogo político". Hoje, São Paulo está parada, mas é por conta do feriado da Revolução Constitucionalista de 1932 (essa sim, o povo deseducado não sabe o que foi. Aliás, duvido que a maioria dos nossos políticos saiba o que aconteceu ou vá atrás para saber.).
4. E a herança da copa? Essa sim, ao que tudo indica, vai ficar para o povo brasileiro pagar. Gerou melhor infra-estrutura para o pais? Muito localizada e, em muitos casos, muito mal feita (o caso do viaduto é uma ilustração triste da forma como as coisas são tratadas: tragédia anunciada em fevereiro...).  Gerou oportunidades para mais corrupção? Essa sim, prosperou! Gerou riqueza? Well, parece que não, a não ser para alguns poucos. Nem mesmo o comércio parece ter tido vantagem real. Nem motoristas de taxi, com potenciais novos clientes, tiveram melhores negócios. 
5. E aí, não vai ter copa? Acho que teve... Ainda está por terminar, mas o interesse particular do brasileiro está diminuído, por assim dizer... E as badernas? Baderneiro é baderneiro! Mas acredito que não será endêmico, mas é só crença, sem revelação.
6. Espero não confundir alhos com bugalhos... Vamos Brasil, podemos mudar algo nas eleições! 

Por que Jesus se submeteu à Lei de Moisés?

Jesus foi circuncidado com 8 dias e depois apresentado no Templo. Por que o Filho de Deus nasceu judeu e se submeteu à Lei de Moisés? Se Jesus cumpriu os preceitos da Lei, o que nos resta fazer hoje com relação à ela?